A cadência consiste na velocidade de execução do movimento ou, basicamente, no tempo que se leva para realizar uma única repetição. Hoje, sabe-se que algumas variáveis como o número de séries e repetições, tempo de descanso, amplitude do movimento e a velocidade de execução (cadência) podem ser manipuladas de acordo com as características individuais dos praticantes e em prol de objetivos específicos.

Dentre esses fatores, a cadência possui um papel fundamental, e agora iremos entender didaticamente como essa variável pode ser aplicada…

Como executar corretamente?
Para melhor compreensão das fases, utilizamos números que representam segundos: 2010, 2020, 3010, 4020. Essas determinações numéricas variam de acordo com o método prescrito, e os estímulos utilizados – específicos ao seu caso.

Por exemplo, no caso 4020, o primeiro 4, em segundos, representa o tempo sob tensão à favor do peso (fase excêntrica). Os dois numerais 0 correspondem as fases de transição, neste caso não há ponto de parada estática ou isométrica. O número 2 indica a fase concêntrica, que corresponde ao movimento contra o peso.

EXEMPLO 01: AGACHAMENTO – 5010

Se houver em sua prescrição que você deve realizar o agachamento numa velocidade 5010, isso quer dizer que, ao todo, cada repetição levará 6 segundos para ser feita. Neste caso, 5 segundos para a descida (fase excêntrica), e 1 segundo para a subida (concêntrica) – sem intervalo de tempo entre os dois movimentos, representados pelo numeral zero.

EXEMPLO 02: SUPINO – 4020

Cada repetição demandará os mesmos 6 segundos do exemplo acima, sendo 4 segundos no movimento de descida da barra (excêntrica) e 2 segundos na subida (concêntrica) – novamente, sem intervalo entre as fases excêntrica e concêntrica, como mostra o número zero.
OBS: Uma boa dica para mensurar corretamente o tempo de contração é realizar a contagem na casa dos milhares: mil e um, mil e dois, mil e três. Desta forma, você terá os segundos corretos.