Cadência – O Que Todos Precisam Saber Sobre3 min de leitura

Pense comigo: já passou da hora de você aplicar a cadência nos seus treinamentos. Eu sei!

Eu pensava o mesmo toda vez que eu via na academia alguém treinando com a cadência certa.

E por anos eu passei por esse mesmo problema.

Mas quem disse que não tinha solução?

Neste artigo vou te mostrar o porque a Cadência tem um papel fundamental nos treinamentos.

-Ei Julia! Minha série nova está maravilhosa.

-Ah é?! Quantas repetições são?

-Faço 3 séries de 10 repetições chegando até a falha!

-Maravilha, a minha é assim também.

Percebam que em uma simples conversa, possivelmente entende-se que as duas amigas falam sobre a mesma série. Mas não, o que eu quero mostrar é que fazer 10 repetições pode ser bem diferente.

Reparem que no vídeo do lado esquerdo, a Aline faz 4 repetições e o vídeo tem 11 segundos.

Já o do lado direito, ela faz 3 repetições e o vídeo tem 19 segundos.

Esse tempo de execução é a famosa Cadência, e ela faz toda diferença na prescrição pois trata-se de um incremento de intensidade.

Quanto mais lenta a cadência estiver, mais difícil o exercício fica.

Ou seja, 3×10 com 12 quilos pode ser bem diferente, pois ela altera o tempo que o músculo fica sob tensão e também pode priorizar a fase na qual você alonga ou contrai a musculatura.

Fase Excêntrica

A fase na qual o músculo alonga, chamamos de fase excêntrica. Nesta fase conseguimos usar mais carga do que a fase contrária (concêntrica). Quando estamos treinando com uma carga elevada e poucas repetições, conseguimos explorar um tempo maior devido a sua facilidade.

E é nessa fase que muitos artigos evidenciam resultados favoráveis as microlesões das fibras, que futuramente, após ativação da célula satélite, iremos promover a recuperação dessa fibra auxiliando na hipertrofia.

Fase Concêntrica

Já a fase contrária, chamamos de concêntrica. É a fase do movimento que precisamos vencer a resistência, uma fase ótima para trabalharmos o sistema neuromuscular, devido a necessidade de recrutamento das fibras para que tenhamos o melhor desempenho na execução, onde iremos precisar vencer a resistência.

Tal fase é muito importante também, pois é na concêntrica que ocorre a contração do músculo. E músculo contraído é um oclusor natural da luz do vaso sanguíneo, e diminuindo o calibre do mesmo iremos ter o bloqueio de passagem do sangue e oxigênio, tanto na entrada e saída.

Que bloqueio é esse?

Esse bloqueio faz com que ocorra uma mudança metabólica local, tal mudança também é preditora de um potencial estímulo da via de sinalização do mTOR, o que estimula a síntese proteica.

Vale lembrar que hipertrofia é o balanço positivo entre síntese versus degradação das proteínas, e se conseguirmos fechar o ciclo como positivo, teremos futuramente ótimas respostas hipertróficas.

Portanto, não quero dizer em hipótese alguma que uma é melhor que a outra, nem certa ou errada. Quero somente salientar que as duas tem sua importância, porém precisamos saber em qual momento.

Ou seja, dê muita atenção nas variáveis do seu treino, pois elas não estão ali à toa.

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